quarta-feira, 8 de abril de 2015

Doença de Blount


Doença de Blount

Doença do desenvolvimento, caracterizada por um distúrbio na sequência ordenada da ossificação endocondral na extremidade superior da tíbia. Trata-se de uma patologia, de causa desconhecida,e que se manifesta clinicamente com acentuação do arqueamento das pernas.

A maioria dos recém nascidos, apresentam arqueamento das pernas, sendo considerado normal e fisiológico. Ao posicionarmos as pernas lado a lado, observamos que os tornozelos ficam encostados, enquanto os joelhos ficam afastados. Quando as crianças começam a fase de marcha, esse arqueamento fica mais acentuado em função da sustentação do peso corporal.

 
Blount descreveu dois tipos:
                                                         A) Infantil
Infantil: mais comum, inicio entre um e três anos e meio, frequentemente simétrica e bilateral, carácter rapidamente progressivo, varismo acentuado, leve discrepância do comprimento entre um membro e outro.

                                                         B) Adolescente
Adolescente: quando a deformidade surge após 11 anos de idade, habitualmente unilateral, menos progressiva.
                                                                                    



Os fatores de risco:

A doença de Blount é mais comum em crianças com sobrepeso ou obesidade e que começaram a caminhar muito cedo.





                                                              Como fazer o diagnóstico?


O arqueamento das pernas, no inicio da marcha, tem a denominação médica de geno varo fisiológico.Trata-se de uma fase do alinhamento dos membros inferiores, de prognóstico favorável, com recuperação espontânea e progressiva, sem necessidade de tratamento.
O mal alinhamento em varo é simetrico, geralmente associado a marcha com a frente dos pés para dentro, devido a torção interna tibial associada, em crianças com desenvolvimento motor normal, exigindo apenas acompanhamento ortopédico com consultas para monitorar a evolução.
Existem prazos de espera para que a correção ocorra e que devem ser sempre respeitados.




O motivo de preocupação: 

Crianças que, durante o acompanhamento ortopédico, apresentam acentuação da deformidade, unilateral ou bilateral, ou que, já chegam na primeira consulta, fora das idades limites aceitáveis para a correção, devem ser investigadas para confirmação quanto ao geno varo patológico.






A suspeita:

- Os familiares referem piora progressiva da deformidade dos joelhos, uni ou bilateral;

- O exame físico revela acentuado arqueamento das pernas com torção interna tibial associado;

- Existe frouxidão dos ligamentos do joelhos com as manobras provocativas;




A confirmação:


É feita com as alterações vistas no exame de imagem radiológico dos membros inferiores com a criança em pé.

- Irregularidades na região de crescimento da parte interna da tibia (face medial do joelho);
- Formação de imagem semelhante a um "bico", nesta região;
- Alteração nos ângulos traçados na radiografia;


O tratamento:
Geno varo fisiológico: Não precisa de tratamento pois, trata-se de mal alinhamento temporário dos membros inferiores, com correção espontânea, dentros do prazos pré-determinados.

É errado prescrever :

- Aderogil (vitamina D),
- Aparelhos corretivos de uso noturno (órteses),
- Gessos sucessivos,
- Palmilhas,
- Botas ortopédicas,
- Fisioterapia, 
- Faixas elásticas anti-rotatórias para os membros inferiores.

Nada disso tem benefício pois, como já foi dito, geno varo fisiológico não é uma doença e portanto não deve ser tratado, só deve ser acompanhado.



A doença de Blount: Só existe uma forma de tratar essa doença que é com cirurgia ortopédica.

Nemhum método de tratamento conservador é eficaz para o tratamento pois, como vimos, trata-se de uma doença da região de crescimento do osso e isso, só pode ser corrigido com cirurgia.
Se, uma criança com susposto diagnóstico de doença de Blount, apresentou melhora com qualquer outro método de tratamento, que não a cirurgia, é porque o diagnóstico inicial estava errado! Tratava-se de geno varo fisiológico e a correção ocorreria mesmo sem tratamento.

Importante saber que a doença de Blount quando não tratada, leva a grandes deformidades no joelho com grande prejuízo para a marcha da criança. Os resultados cirúrgicos são excelentes desde que realizados nas idades adequadas, evitando assim recidivas durante o crescimento da criança.
É muito importante saber fazer o diagnóstico correto e diferenciar do geno varo fisiológico pois, a evolução é bastante diferente.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

É com enorme satisfação que brevemente irei colocar no meu blog, com a devida permissão, o testemunho dos meus pacientes e quem sabe abordar os casos clínicos.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Benefícios da Pêra...



Repleta de benefícios a pêra tem diversas propriedades medicinais graças ao seu teor em água e fibra, e à sua riqueza em vitaminas e minerais.
É adequada para depurar o organismo e limpar o intestino, além disso é diurética e por ser rica em água, também ajuda a manter o organismo sempre hidratado.
De excelente poder digestivo esta fruta é laxante, reduz a pressão arterial e melhora a circulação. Contém fibras que colaboram em regularizar os níveis de açúcar no sangue e ainda reduz o colesterol e os riscos de cancro de cólon.
É antioxidante, aumenta a imunidade, protege contra infecções e melhora o metabolismo de maneira geral. 

As pêras podem ser consumidas cruas ou cozidas e ainda assadas, e são realmente muito saborosas e saudáveis.
Apesar de todos os benefícios que o consumo de pêra traz para o organismo, é preciso manter a atenção. Como tudo o que fazemos em excesso, comer pêra demais pode ser prejudicial e até mesmo causar diarreia.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Abordagem Terapêutica da Osteopatia à Sinusite

A sinusite é a inflamação dos seios paranasais da face e geralmente é causada por uma infecção viral, bacteriana ou fúngica.

Os seios paranasais são espaços cheios de ar no crânio ( atrás da testa , bochechas e olhos ) que são revestidos com membranas mucosas .O organismo mantém estes espaços estéreis ( isto é , não contendo bactérias ou outros organismos),e o faz através da manutenção da livre circulação de ar, permitindo produção e drenagem equilibrada de muco. Alterações anatómicas, que impedem a drenagem da secreção, e processos infecciosos ou alérgicos, que provocam inflamação das mucosas e facilitam a instalação de germes oportunistas, são fatores que predispõem à sinusite. No seguimento de uma constipação ou gripe, estas cavidades podem inflamar, promovendo o desenvolvimento de uma infecção bacteriana. Outras causas da sinusite, principalmente a sinusite crónica são as alergias (o que torna este problema tão recorrente nos alérgicos e asmáticos), e certos problemas estruturais, tais como o desvio do septo ou a existência de pólipos nasais





Os sintomas são:

-Congestão nasal e corrimento.
-Dor de garganta e gotejamento pós-nasal (muco correndo pela parte posterior da garganta, especialmente à noite ou quando deitado) .
-Dor de cabeça (dor tipo pressão) como, dor atrás dos olhos, dor de dente e facial.
-Tosse.
-Febre .
-Mau hálito ou perda da capacidade de sentir o cheiro .
-Fadiga e mal-estar geral .


A abordagem da Osteopatia para a sinusite foca-se na melhoria da drenagem das secreções e na biomecânica dos ossos do crânio, onde se inserem os seios, para que o risco de infecção e inflamação seja reduzido ao mínimo.
A atuação osteopática é sempre generalizada, com uma abordagem holística e global do paciente, como tal, utilizam-se técnicas osteopáticas, tanto à distância como locais, para a dor craniofacial. Um exemplo é a relação entre o crânio, pescoço, tórax e ombros que também pode levar a um comprometimento da drenagem dos seios da face.
Utilizam-se técnicas estruturais e funcionais para devolver a mobilidade às zonas de restrição que se encontram no eixo central, sobretudo a cintura pélvica, coluna dorsal alta (C7-D1-D2-D3 e primeira costela), coluna cervical alta (C0-C1-C2) e articulação temporomandibular (ATM). 
Outro dos objetivos é promover o equilíbrio do tónus e tensões miofasciais da região posterior da cervical e sistema hioideio. Deve-se eliminar as restrições da mobilidade das suturas cranianas, de forma a facilitar a drenagem do conteúdo dos seios e ainda facilitar a normalização das secreções da mucosa nasal e paranasais com o tratamento do sistema neurovegetativo, simpático (coluna dorsal alta, gânglio cervical superior, osso temporal, nervo vidiano, gânglio esfenopalatino) e parassimpático (VII e IX pares cranianos, nervo vidiano e gânglio esfenopalatino). Deve ter-se também em consideração a relação embriológica entre a mucosa dos seios da face e do intestino delgado e grosso, que não é casual. Ou seja, pode encontrar-se uma infeção intestinal ao mesmo tempo que tem sinusite crónica e, como tal, deve avaliar-se e se necessário,trabalhar as vísceras em casos de sinusite crónica.
Em suma, a Osteopatia vai atuar basicamente por duas vias: Primeiro reequilibrando a vascularização local para que a mucosa possa estar apta a combater a infecção. Para tanto se faz necessário trabalhar todas as vias vasculares desde sua saída do coração, com este fim são aplicadas técnicas na região cervico-torácica ,cervical e no crânio, para a desobstrução do trajeto vascular e assim melhorar a permeabilidade nos seios nasais. Em seguida eliminando qualquer disfunção nos ossos do crânio que possam estar prejudicando a comunicação entre os seios e a cavidade nasal. Desta maneira o organismo pode retomar a drenagem mucosa, eliminando a infecção o que diminui a irritação e a dor e após o primeiro tratamento as melhorias já são notáveis.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Flyer

Consultas de Osteopatia

Rua D Nuno Alvares Pereira nº11  Loja:B
 Povoa de Santo Adrião, Lisboa 2620-114




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Hortelã - Pimenta

Hortelã - Pimenta

A hortelã é uma planta de origem asiática, que hoje se tornou a planta mais usada em todo o mundo, principalmente devido a seu aroma, presente nas folhas. É composta de vitamina A, B e C, cálcio, fósforo, ferro e potássio. 
Como toda planta medicinal, existe a forma correta de se utilizar a hortelã, que por sua vez, é geralmente aproveitada na forma de chá, mas também podendo ser utilizada como inalação ou tempero para comidas. Se bem que, apesar da variedade de receitas que contém a hortelã, segundo especialistas, a melhor forma de consumi-la é na sua forma fresca e natural, pois conserva todas as suas vitaminas e sais minerais.

O seu cultivo é muito fácil, podendo ser plantada em vasos, hortas, canteiros, sem muitos cuidados. Eu mesma tenho o meu vaso repleto de hortelã :) É ótima para se ter em casa para um chá de última hora ou mesmo para aromatizar o ambiente. 
A hortelã se plantada junto a alfaces e outras ervas aromáticas faz intensificar o sabor e perfume destas, além do seu poder repelente de insetos.
Além dos usos medicinais, a hortelã também é utilizada na fórmula de cosméticos, sendo utilizada principalmente para ajudar no rejuvenescimento da pele. Para quem tem pele oleosa, a aplicação do chá de hortelã forte sob a pele ajuda na diminuição da oleosidade e para que o tratamento gere bons resultados, é aconselhável que após a limpeza do rosto, aplique o chá com a ajuda de um pedaço de algodão, passando-o com movimentos circulares em toda a extensão do rosto de dentro para fora, faça isso pelo menos duas vezes por semana.

Entre os benefícios do chá de hortelã, podemos citar:

  • Melhora o hálito; 
  • Alivia cólicas menstruais;
  • Auxilio no emagrecimento;
  • Fonte de vitaminas do complexo B; 
  • Auxilio no tratamento de tosse e gripe; 
  • Combate dores de garganta e secreção nas vias respiratórias (analgésico e expectorante); 
  • Possui propriedades que ajudam a combater vírus e bactérias (antibacteriana);
  • É uma planta indicada para más digestões (É um excelente digestivo se tomado após as refeições, sendo muito benéfico para quem sofre de dores no estômago), enfartamentos, problemas gastrointestinais;
  • Funciona como um estimulante da secreção biliar e da circulação sanguínea;
  • Apresenta um efeito benéfico em casos de síndrome do cólon irritável e doença de Crohn.
  • O óleo da hortelã costuma ser eficaz no tratamento de constipações, inflamações da laringe e bronquite. Externamente funciona como um analgésico ligeiro fazendo diminuir a sensação de dor. Pode também ser aplicado sobre picadas de insetos pois faz diminuir a comichão. É aconselhável, de igual forma, para aliviar a dor de cabeça, de dentes e gengivas.
  • Para aliviar dores musculares, utilize o óleo essencial, dissolvendo cinco gotas em outro óleo qualquer de base neutro e aplique sobre a área afetada pelo menos quatro vezes ao dia (efeito sedativo, sendo sem dúvida, a planta mais usada no mundo, seja como remédio, seja como aromatizante).
  • A planta é vendida seca, sob a forma de chá, óleo essencial e também em cápsulas.

Chá de Hortelã - Pimenta

· 1 colher (sopa) de folhas de hortelã miúdas,
· 1 xícara de água,
·Açúcar ou adoçante
    (Caso deseje)


Lave bem a hortelã. Coloque-a na xícara e deite água a ferver. Tape e deixe em infusão de 5 a 10 minutos. Coe o chá e adoce. O recomendado é tomar uma xícara após o almoço e o jantar, ainda morno


Outra dica...

Sumo de abacaxi com hortelã:

Bata bem no liquidificador duas fatias grossas de abacaxi e duas colheres de sopa de hortelã picadas, acrescente duas pedras de gelo e bata novamente. Vai ficar espumante e refrescante, ótimo para este próximo verão!



quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Antiinflamatórios naturais...

Os alimentos vão muito além da nutrição e tornam-se fortes aliados contra várias doenças, nomeadamente neste artigo as inflamatórias. 


Para começar, nada melhor do que relembrar a definição de inflamação...


INFLAMAÇÃO: é a reacção do organismo face a uma infecção ou lesão nos tecidos.

Num processo inflamatório, a região afetada fica avermelhada e quente (devido a um aumento do fluxo de sangue), ocorre inchaço (edema) e hipersensibilidade como resultado da infiltração de líquidos nos tecidos locais.

A dor é originada por compressão das fibras nervosas locais devido ao edema ou agressão direta às fibras nervosas. Por fim a perda de função é decorrente do edema (principalmente em articulações, impedindo a movimentação) e da dor, que dificultam as atividades locais.

Seguem-se alguns exemplos de alimentos com acção antinflamatória:





A dieta rica em alimentos antiinflamatórios pode prevenir e bloquear a inflamação, fortalecendo o sistema imunitário e o equilíbrio de todas as funções básicas do organismo. 
Entre os alimentos com maior acção antinflamatória se destacam os ácidos graxos ômega-3, encontrados no azeite de oliva extra-virgem e peixes de águas frias (salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha e truta). No organismo, estes ácidos são convertidos em substâncias semelhantes aos hormônios*, que reduzem inflamações. Chá verde, alho, aveia, cebola, crucíferas (brócolos, couve-flor e repolho), semente de linhaça, soja, tomate e uva são alimentos com substâncias bioativas que tem acção na modulação do processo inflamatório e são antioxidantes.

* Hormônios: substâncias químicas específicas de acção sistémica que são produzidas por células especializadas, são lançadas na circulação e vão produzir efeitos específicos (indução ou inibição) em um órgão específico do corpo.


Os alimentos têm efeito importante nos níveis dos hormônios, podendo ativar ou inibir a acção inflamatória. A inflamação, muitas vezes, pode aumentar o risco de desencadear certas doenças, como: cancro, diabetes, doenças cardiovasculares, obesidade, Alzheimer, alergias e artrite.
Batata assada, batata frita, bolos, biscoitos, trigo branco e farinha integral são alguns dos alimentos que apresentam alto índice glicêmico que em vez de inibir a inflamação estimula.

» A inflamação não pode ser vista só como ponto negativo, sendo ela uma resposta do organismo que ocorre tanto para melhorar um ferimento como proteger contra uma infecção. 
Febres, dores crónicas, inchaços, mal-estar, todos esses sintomas desagradáveis podem ser a consequência direta de um processo de inflamação em qualquer parte do corpo. Nestas situações, há um esforço do nosso organismo em reconhecer os agentes responsáveis pelo ataque, para neutralizá-los o mais rápido possível e aqui entra o papel da nutrição, principalmente quando um processo inflamatório, em vez de funcionar como uma resposta a um agente externo muito mal-intencionado, começa a se instalar no nosso organismo de forma crónica. 
Os alimentos que consumimos no dia a dia podem ser os responsáveis por essas inflamações duradouras, já que determinadas substâncias neles contidas, como as gorduras saturadas, podem ser extremamente irritantes ao organismo. Neste caso, o corpo dará sinal ao sistema imunológico de que é preciso atuar contra elas, eliminando-as, havendo ativação por longo prazo do sistema de defesa, promovendo alterações na atividade insulínica, na mobilização das gorduras e stress oxidativo, entre outros danos.


Entre os alimentos que mais combatem as inflamações estão o chá-verde, o alho, a aveia, a cebola, as frutas e hortaliças e a soja...




sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Doença de Dupuytren ( Deformação da mão)

No seguimento da DSR (postagem anterior), onde referi a contratura de Dupuytren, decidi explorar um pouco e elucidar sobre as suas manifestações clínicas.

Contratura de Dupuytren...
A contratura de Dupuytren é uma alteração que ocorre na palma da mão que faz com que um dedo fique sempre mais dobrado que os outros. Caracteriza-se pela degeneração das fibras elásticas, pelo espessamento da fáscia palmar, com formação de nódulos ( muitas vezes confundidos com calosidades), que levam à sua contração (o que faz retrair os dedos). Geralmente aparece mais em homens dos 30 aos 50 anos de idade e os dedos mais acometidos são o anelar e o mindinho. 


                                                                                                          Fig. 1


Causas:
Habitualmente ela é causada pelo movimento repetitivo de fechar a mão e os dedos, como ocorre ao fazer tricô, por exemplo. Indivíduos fumadores, alcoólatras e diabéticos apresentam uma probabilidade mais elevada de desenvolverem a doença. 
Pode ser de causa hereditária, auto-imune, pode aparecer devido a um processo reumático ou até mesmo devido ao efeito colateral de algum medicamento. 

Sintomas...
A queixa principal é a diminuição da mobilidade dos dedos acometidos e algumas vezes aparece dor (dificuldade em abrir os dedos afetados). As manifestações clínicas iniciam-se com o aparecimento de um nódulo na região palmar, próximo ao dedo anelar ou ao dedo mindinho. À medida que evolui, outros nódulos surgem, resultando na contração dos tendões dos dedos, flexionando-os. 
Habitualmente, o dedo anelar é o primeiro a ser afetado, alcançando, por conseguinte, o mínimo e o médio. Na fase mais avançada há dificuldade em abrir os dedos afetados e dificuldade em pousar a mão devidamente aberta numa superfície plana, como numa mesa por exemplo.



                                                                                                                   Fig.2

Tratamento:
O tratamento é feito através da fisioterapia, mas em alguns casos pode ser necessária uma cirurgia (tendo alguma percentagem de recidiva).
A intervenção da Osteopatia aborda essencialmente a parte fundamental do tratamento que é a mobilização articular e a quebra de depósitos de cálcio no tendão. 
Além da mobilização articular, são utilizadas técnicas de tecidos moles para evitar a ocorrência de contraturas secundárias e aumentar a extensibilidade da fáscia palmar dentro da amplitude fisiológica, de forma passiva. 
Sendo um tratamento conservador, nos casos mais graves, quando o paciente encontra-se impossibilitado de colocar a palma da mão por completo sobre uma superfície lisa, a deformidade deve ser corrigida por meio de procedimento cirúrgico.