quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Hortelã - Pimenta

Hortelã - Pimenta

A hortelã é uma planta de origem asiática, que hoje se tornou a planta mais usada em todo o mundo, principalmente devido a seu aroma, presente nas folhas. É composta de vitamina A, B e C, cálcio, fósforo, ferro e potássio. 
Como toda planta medicinal, existe a forma correta de se utilizar a hortelã, que por sua vez, é geralmente aproveitada na forma de chá, mas também podendo ser utilizada como inalação ou tempero para comidas. Se bem que, apesar da variedade de receitas que contém a hortelã, segundo especialistas, a melhor forma de consumi-la é na sua forma fresca e natural, pois conserva todas as suas vitaminas e sais minerais.

O seu cultivo é muito fácil, podendo ser plantada em vasos, hortas, canteiros, sem muitos cuidados. Eu mesma tenho o meu vaso repleto de hortelã :) É ótima para se ter em casa para um chá de última hora ou mesmo para aromatizar o ambiente. 
A hortelã se plantada junto a alfaces e outras ervas aromáticas faz intensificar o sabor e perfume destas, além do seu poder repelente de insetos.
Além dos usos medicinais, a hortelã também é utilizada na fórmula de cosméticos, sendo utilizada principalmente para ajudar no rejuvenescimento da pele. Para quem tem pele oleosa, a aplicação do chá de hortelã forte sob a pele ajuda na diminuição da oleosidade e para que o tratamento gere bons resultados, é aconselhável que após a limpeza do rosto, aplique o chá com a ajuda de um pedaço de algodão, passando-o com movimentos circulares em toda a extensão do rosto de dentro para fora, faça isso pelo menos duas vezes por semana.

Entre os benefícios do chá de hortelã, podemos citar:

  • Melhora o hálito; 
  • Alivia cólicas menstruais;
  • Auxilio no emagrecimento;
  • Fonte de vitaminas do complexo B; 
  • Auxilio no tratamento de tosse e gripe; 
  • Combate dores de garganta e secreção nas vias respiratórias (analgésico e expectorante); 
  • Possui propriedades que ajudam a combater vírus e bactérias (antibacteriana);
  • É uma planta indicada para más digestões (É um excelente digestivo se tomado após as refeições, sendo muito benéfico para quem sofre de dores no estômago), enfartamentos, problemas gastrointestinais;
  • Funciona como um estimulante da secreção biliar e da circulação sanguínea;
  • Apresenta um efeito benéfico em casos de síndrome do cólon irritável e doença de Crohn.
  • O óleo da hortelã costuma ser eficaz no tratamento de constipações, inflamações da laringe e bronquite. Externamente funciona como um analgésico ligeiro fazendo diminuir a sensação de dor. Pode também ser aplicado sobre picadas de insetos pois faz diminuir a comichão. É aconselhável, de igual forma, para aliviar a dor de cabeça, de dentes e gengivas.
  • Para aliviar dores musculares, utilize o óleo essencial, dissolvendo cinco gotas em outro óleo qualquer de base neutro e aplique sobre a área afetada pelo menos quatro vezes ao dia (efeito sedativo, sendo sem dúvida, a planta mais usada no mundo, seja como remédio, seja como aromatizante).
  • A planta é vendida seca, sob a forma de chá, óleo essencial e também em cápsulas.

Chá de Hortelã - Pimenta

· 1 colher (sopa) de folhas de hortelã miúdas,
· 1 xícara de água,
·Açúcar ou adoçante
    (Caso deseje)


Lave bem a hortelã. Coloque-a na xícara e deite água a ferver. Tape e deixe em infusão de 5 a 10 minutos. Coe o chá e adoce. O recomendado é tomar uma xícara após o almoço e o jantar, ainda morno


Outra dica...

Sumo de abacaxi com hortelã:

Bata bem no liquidificador duas fatias grossas de abacaxi e duas colheres de sopa de hortelã picadas, acrescente duas pedras de gelo e bata novamente. Vai ficar espumante e refrescante, ótimo para este próximo verão!



quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Antiinflamatórios naturais...

Os alimentos vão muito além da nutrição e tornam-se fortes aliados contra várias doenças, nomeadamente neste artigo as inflamatórias. 


Para começar, nada melhor do que relembrar a definição de inflamação...


INFLAMAÇÃO: é a reacção do organismo face a uma infecção ou lesão nos tecidos.

Num processo inflamatório, a região afetada fica avermelhada e quente (devido a um aumento do fluxo de sangue), ocorre inchaço (edema) e hipersensibilidade como resultado da infiltração de líquidos nos tecidos locais.

A dor é originada por compressão das fibras nervosas locais devido ao edema ou agressão direta às fibras nervosas. Por fim a perda de função é decorrente do edema (principalmente em articulações, impedindo a movimentação) e da dor, que dificultam as atividades locais.

Seguem-se alguns exemplos de alimentos com acção antinflamatória:





A dieta rica em alimentos antiinflamatórios pode prevenir e bloquear a inflamação, fortalecendo o sistema imunitário e o equilíbrio de todas as funções básicas do organismo. 
Entre os alimentos com maior acção antinflamatória se destacam os ácidos graxos ômega-3, encontrados no azeite de oliva extra-virgem e peixes de águas frias (salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha e truta). No organismo, estes ácidos são convertidos em substâncias semelhantes aos hormônios*, que reduzem inflamações. Chá verde, alho, aveia, cebola, crucíferas (brócolos, couve-flor e repolho), semente de linhaça, soja, tomate e uva são alimentos com substâncias bioativas que tem acção na modulação do processo inflamatório e são antioxidantes.

* Hormônios: substâncias químicas específicas de acção sistémica que são produzidas por células especializadas, são lançadas na circulação e vão produzir efeitos específicos (indução ou inibição) em um órgão específico do corpo.


Os alimentos têm efeito importante nos níveis dos hormônios, podendo ativar ou inibir a acção inflamatória. A inflamação, muitas vezes, pode aumentar o risco de desencadear certas doenças, como: cancro, diabetes, doenças cardiovasculares, obesidade, Alzheimer, alergias e artrite.
Batata assada, batata frita, bolos, biscoitos, trigo branco e farinha integral são alguns dos alimentos que apresentam alto índice glicêmico que em vez de inibir a inflamação estimula.

» A inflamação não pode ser vista só como ponto negativo, sendo ela uma resposta do organismo que ocorre tanto para melhorar um ferimento como proteger contra uma infecção. 
Febres, dores crónicas, inchaços, mal-estar, todos esses sintomas desagradáveis podem ser a consequência direta de um processo de inflamação em qualquer parte do corpo. Nestas situações, há um esforço do nosso organismo em reconhecer os agentes responsáveis pelo ataque, para neutralizá-los o mais rápido possível e aqui entra o papel da nutrição, principalmente quando um processo inflamatório, em vez de funcionar como uma resposta a um agente externo muito mal-intencionado, começa a se instalar no nosso organismo de forma crónica. 
Os alimentos que consumimos no dia a dia podem ser os responsáveis por essas inflamações duradouras, já que determinadas substâncias neles contidas, como as gorduras saturadas, podem ser extremamente irritantes ao organismo. Neste caso, o corpo dará sinal ao sistema imunológico de que é preciso atuar contra elas, eliminando-as, havendo ativação por longo prazo do sistema de defesa, promovendo alterações na atividade insulínica, na mobilização das gorduras e stress oxidativo, entre outros danos.


Entre os alimentos que mais combatem as inflamações estão o chá-verde, o alho, a aveia, a cebola, as frutas e hortaliças e a soja...




sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Doença de Dupuytren ( Deformação da mão)

No seguimento da DSR (postagem anterior), onde referi a contratura de Dupuytren, decidi explorar um pouco e elucidar sobre as suas manifestações clínicas.

Contratura de Dupuytren...
A contratura de Dupuytren é uma alteração que ocorre na palma da mão que faz com que um dedo fique sempre mais dobrado que os outros. Caracteriza-se pela degeneração das fibras elásticas, pelo espessamento da fáscia palmar, com formação de nódulos ( muitas vezes confundidos com calosidades), que levam à sua contração (o que faz retrair os dedos). Geralmente aparece mais em homens dos 30 aos 50 anos de idade e os dedos mais acometidos são o anelar e o mindinho. 


                                                                                                          Fig. 1


Causas:
Habitualmente ela é causada pelo movimento repetitivo de fechar a mão e os dedos, como ocorre ao fazer tricô, por exemplo. Indivíduos fumadores, alcoólatras e diabéticos apresentam uma probabilidade mais elevada de desenvolverem a doença. 
Pode ser de causa hereditária, auto-imune, pode aparecer devido a um processo reumático ou até mesmo devido ao efeito colateral de algum medicamento. 

Sintomas...
A queixa principal é a diminuição da mobilidade dos dedos acometidos e algumas vezes aparece dor (dificuldade em abrir os dedos afetados). As manifestações clínicas iniciam-se com o aparecimento de um nódulo na região palmar, próximo ao dedo anelar ou ao dedo mindinho. À medida que evolui, outros nódulos surgem, resultando na contração dos tendões dos dedos, flexionando-os. 
Habitualmente, o dedo anelar é o primeiro a ser afetado, alcançando, por conseguinte, o mínimo e o médio. Na fase mais avançada há dificuldade em abrir os dedos afetados e dificuldade em pousar a mão devidamente aberta numa superfície plana, como numa mesa por exemplo.



                                                                                                                   Fig.2

Tratamento:
O tratamento é feito através da fisioterapia, mas em alguns casos pode ser necessária uma cirurgia (tendo alguma percentagem de recidiva).
A intervenção da Osteopatia aborda essencialmente a parte fundamental do tratamento que é a mobilização articular e a quebra de depósitos de cálcio no tendão. 
Além da mobilização articular, são utilizadas técnicas de tecidos moles para evitar a ocorrência de contraturas secundárias e aumentar a extensibilidade da fáscia palmar dentro da amplitude fisiológica, de forma passiva. 
Sendo um tratamento conservador, nos casos mais graves, quando o paciente encontra-se impossibilitado de colocar a palma da mão por completo sobre uma superfície lisa, a deformidade deve ser corrigida por meio de procedimento cirúrgico.




terça-feira, 12 de novembro de 2013

Distrofia Simpático-Reflexa (DSR)

Distrofia Simpático-Reflexa (DSR)

A síndrome ombro/mão é um distúrbio neurovascular reflexo, geralmente chamado de Distrofia Simpático-Reflexa (DSR) e apresenta-se com sinais e sintomas após lesões em ossos, músculos e nervos. Esta doença complexa vem recebendo diversas denominações, entre elas, atrofia de Sudeck, síndrome ombro-mão, distrofia simpática pós-traumática, síndrome dolorosa regional complexa tipo 1, etc. Atualmente, há uma grande controvérsia a respeito da origem da DSR, alguns autores acreditam que esta doença é decorrente de um mecanismo neuronal reflexo após um evento de trauma físico, levando à percepção anormal da dor.Em mais de 60% dos casos, descritos em adultos, há história efetiva de um trauma, mas a DSR ocorre mais frequentemente em adultos que sofrem um trauma psicológico, e já tinham uma instabilidade emocional, depressão e insegurança. Também pode ocorrer em crianças que apresentam um perfil prefeccionista, podendo o quadro ser agravado por fatores de stress, próprios da idade, ou até a morte de um familiar, início da escola, etc.

Exemplo de DSR no Membro Superior.

Quadro clínico:
A distrofia simpático-reflexa (DSR) é um distúrbio doloroso complexo, que se apresenta com uma dor intensa e persistente, em um dos braços. A dor é associada à queimação, disestesia, parestesia e hiperalgesia ao frio e sinais clínicos de disfunção do sistema nervoso autónomo (cianose, edema, frio e alteração de transpiração local). 
Geralmente a dor descrita pelo paciente é intensa e do tipo incapacitante.

Caracteriza-se por:
  •  Dor ou hiperestesia no ombro, punho ou mão;
  •  Limitação dos movimentos em:
· ombro, com a maior parte da restrição na flexão lateral e abdução.
· punho, com maior parte da restrição na extensão do punho.
· mão, com a maior parte da restrição na flexão metacarpofalângica e interfalângica proximal.
  •  Edema da mão e punho secundário ao comprometimento circulatório dos sistemas venoso e linfático, que por sua vez precipitam a rigidez da mão.
  • Instabilidade vasomotora.
  • Alterações tróficas na pele.
A medida que a condição progride,a dor que vai cedendo mas a limitação nos movimentos persiste, a pele torna-se cianótica e brilhante, os músculos intrínsecos da mão atrofiam, e ocorrem alterações nas unhas.
A incidência é maior nas fraturas de extremidade distal dos ossos do antebraço, na síndrome do túnel do carpo e na Doença de Dupuytren. Em geral a DSR ocorre de forma unilateral, com maior frequência nos membros superiores do que inferiores.

Exemplo de DSR no Membro Inferior

Tratamento:
O objetivo principal, como osteopata é o alívio da dor e o restabelecimento da função normal ou o máximo possível do potencial funcional remanescente do membro acometido cortando-se o mais rápido possível o ciclo dor-imobilização-edema-alterações neurovegetativas-desuso-dor, usando técnicas específicas nas estruturas limitadas e trabalhando dentro da amplitude livre de dor: mobilização articular, inibição muscular, alongamento de tecido mole. Facilitar contrações musculares ativas com exercícios tanto isotônicos como isométricos e atividades leves de sustentação de peso. Orientar o paciente sobre a importância de seguir um programa de aumento de actividade e aumentar os estímulos sensoriais, por exemplo usando gelo. 
Fora da osteopatia, de uma maneira geral o tratamento consiste na utilização de analgésicos, antiinflamatórios não hormonais e reabilitação.Quando necessário é recomendado o uso de anti-depressivo para aliviar a dor que é muito semelhante à fibromialgia.


  • O quadro de DSR pode não vir sozinho, e  estar associado a outras dores com disfunção do sistema nervoso autónomo, tais como: enxaqueca, síncope, fibromialgia e dor abdominal. O envolvimento de membros inferiores se bem que mais raro, também pode ocorrer com as mesmas características dos membros superiores associado, porém, à incapacitação de deambulação. 



Finalmente o meu site...






Para ter acesso , basta clicar no link acima, onde pode encontrar todas as informações sobre os tratamentos e contactos. Para qualquer dúvida não hesite em contactar-me!


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Aveia

Algumas informações sobre a aveia...nunca é demais!!!!


Espondilite Anquilosante



Espondilite Anquilosante...é uma doença reumática inflamatória que afecta essencialmente as articulações sacro-ilíacas e a coluna vertebral. 
A manifestação inicial é dor lombar, que persiste por mais de três meses (normalmente abranda com o movimento, e aumenta com o repouso). Esta dor pode irradiar para as pernas e estar associada a uma rigidez matinal, assim como pode desaparecer espontaneamente e voltar depois de algum tempo. 
Outros sintomas são o comprometimento progressivo da mobilidade da coluna (perda de mobilidade\rigidez da articulação), da expansão dos pulmões e aumento da curvatura da coluna na região dorsal. 
Com a evolução da doença, a tendência é a dor tornar-se mais intensa, especialmente à noite. Apesar da evolução ser variável, muitas vezes origina, para além das dores, deformidades fixas e irreversíveis da coluna vertebral e das articulações coxofemorais, causando incapacidade funcional grave e limitativa precocemente.

Não se conhece a causa da doença, que acomete mais os homens do que as mulheres, a partir do final da adolescência até os 40 anos, e não tratada, pode tornar-se incapacitante. O diagnóstico leva em conta os sinais e sintomas, os resultados de exames laboratoriais de sangue e os achados radiográficos nas articulações da região sacro-ilíaca. O diagnóstico precoce é de extrema importância para evitar a progressão da doença e suas complicações, e para tal existem métodos complementares que auxiliam no diagnóstico: o hemograma, VS, PCR, ANA, factores reumatóides (HLA-B27), RX, IG's, etc.

Tratamento...O objetivo do tratamento para controle da espondilite anquilosante é aliviar os sintomas dolorosos e reduzir o risco de deformidades. Para tal, pode-se recorrer ao uso de medicamentos, à fisioterapia, à Osteopatia e à cirurgia.  



Não tenho dúvida que a primeira ajuda que se pode dar a um paciente cujo quadro clínico sugere uma Espondilite Anquilosante, é o esclarecimento e encaminhamento para um Reumatologista, e se o diagnóstico se confirmar existem muitas maneiras de acompanhar o doente. É importante que este cumpra um programa de exercícios respiratórios (manter a maior amplitude de expansão torácica possível ) e posturais, para manter os grupos musculares (principalmente cadeias posteriores) com uma boa hipertrofia, para prevenir a anquilose (rigidez de uma articulação) vertebral de puxar o tronco e fixá-lo em flexão.

Seguindo os princípios Osteopáticos e aplicando algumas técnicas: 
1-Articulares (aumentando a mobilidade das articulações afectadas); 
2- Técnicas aos tecidos moles, promovendo alguns grupos musculares, alongando e "libertando" outros; 
3- Orientando/ aconselhando alguns exercícios, 
4- Entender o paciente como um todo, na sua dimensão mente/corpo/meio exterior.

São satisfatórios os progressos na generalidade dos casos. 
Por progresso entenda-se, algum ganho de mobilidade e diminuição do quadro de dor em fases não agudas. É importante salientar que algumas técnicas são contra-indicadas em algumas patologias de origem inflamatória.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Benefícios da Melancia...



























O que poucas pessoas sabem é que as sementes da melancia também podem ser utilizadas e são benéficas à saúde quando aproveitadas na forma de chá.
O chá é indicado para quem sofre com problemas de hipertensão, por conter substâncias vasodilatadoras, o que facilita a circulação do sangue no organismo (ajuda a quem tem problemas de circulação), além de afastar o indesejável problema da retenção de líquidos, muitas vezes responsável pela desagradável sensação de inchaço.

Para fazer o chá de semente de Melancia é muito simples, só precisa de:
- 2 Colheres das sementes (já desidratadas de um dia para o outro)
- ½ Litro de água

Ferva a água e em seguida adicione as sementes, mantendo, a partir daí, o recipiente tapado até que o chá adquira uma temperatura mais amena. É importante que o chá esteja fresco, ou seja, é necessário que seja feito no dia em que for consumido para garantir dessa forma o aproveitamento de todas as suas propriedades.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Lesão por esforço repetitivo (LER) ou Afecção músculo esquelética relacionada com o trabalho (AMERT)

O que  é Lesão por Esforço Repetitivo?

Lesões por esforço repetitivo, sendo também denominadas como distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho - DORT, são doenças caracterizadas pelo desgaste de estruturas do sistema músculo-esquelético que atingem várias categorias profissionais.





























Síndrome do túnel do carpo...

É um síndrome causado por compressão do nervo mediano, e essa compressão pode ter várias causas. As principais são a mão, cotovelo, cervical, costela e clavícula. O tratamento Osteopático utiliza técnicas de relaxamento directo para abrir o espaço dentro do canal cárpico, técnicas miofasciais para libertar os tecidos moles de todo o membro superior, técnicas que mobilizam a coluna cervical e tecidos adjacentes para permitir um melhor fluxo nervoso do plexo braquial, técnicas de mobilação da coluna torácica e costelas para reduzir o fluxo simpático, aumentar o fluxo arterial e reduzir a congestão linfática.

Tendinite de Quervain...

Caracteriza-se pelo espessamento fibroso da bainha comum dos tendões do polegar, causando assim, dor e limitação funcional. É uma dor na base do polegar que intensifica quando se move o punho para o lado do dedo mínimo. Este espessamento tem como causa principal as variações hormonais, tão típicas na menopausa e é justamente por isso que a grande maioria dos pacientes são mulheres entre os 40 e os 55 anos. O tratamento inclui o uso de anti-inflamatórios, imobilização do punho, gelo local, e o uso de talas especiais também. Uma técnica bastante usada, também, é a infiltração. A osteopatia intervêm em complemento da medicina clássica, sublinhado a importância de uma abordagem multidisciplinar. O osteopata tentara tratar as anomalias que provocam as tendinites, a causa antes dos sintomas, já que devolver mobilidade articular diminuirá as dores e principalmente limitara os riscos de recidiva, o que os anti-inflamatórios não permitem. Harmonizar os movimentos, libertar as tensões musculares, desbloquear os jogos articulares fazem parte integrante do tratamento osteopático para diminuir as tensões sobre o tendão, tal como a reorganização miofascial e ligamentar circundante à articulação em causa.

Dedo em gatilho...

Caracteriza-se pela inflamação e presença de nódulos nos tendões responsáveis pela flexão do dedo que faz com que o dedo fique sempre dobrado, mesmo que o indivíduo tente abri-lo, só o consegue se ajudar com a outra mão. O diagnóstico pode ser feito através dos sintomas apresentados, bem como a referência de que a pessoa trabalha em serviços que requerem o uso da palma das mãos e o movimento de fechar os dedos, sendo estes, movimentos repetitivos e por longos períodos. O tratamento mais indicado para este problema é o uso de antinflamatórios e repouso das articulações (evitar o uso repetitivo das articulações), nos casos mais graves em que não tem sucesso a reabilitação, pode ser necessário recorrer à cirurgia. Na Osteopatia, o principal objetivo é diminuir os nódulos e melhorar a mobilidade do dedo afetado. Fazer exercícios que fortaleçam os músculos extensores da mão e dos dedos é parte fundamental do tratamento, assim como toda a descompressão do pulso e braço.

Cotovelo de tenista - Epicondilite Lateral...

Esta condicionante resulta do excesso de uso dos músculos extensores do punho e da mão. Quando esses músculos são usados em excesso, os tendões são repetidamente puxados com força no ponto de inserção, o epicôndilo lateral, e como resultado, o tendão inflama e causa dor. Os sintomas são dor na parte externa do cotovelo, dor ao estender o punho ou a mão, aumento da dor ao levantar objectos pesados e a referência de que esta dor desce até o antebraço ou sobe para o braço. É uma patologia de fácil tratamento no início, mas difícil de eliminar caso já esteja instalada algum tempo. O diagnóstico baseia-se nas atividades diárias, na examinação do cotovelo e do braço. O tratamento em geral é feito com o repouso da articulação e com o uso de antinflamatórios, sendo que em casos mais severos, a cirurgia poderá ser recomendada.
Na Osteopatia o tratamento visa reequilíbrio da musculatura de cotovelo, punho, ombro. Reeducação na utilização de computador e atividades diárias (escrever, cozinhar, exercícios físicos). Evitar atrofia dos músculos peri-articulares e impedir o surgimento de novas lesões articulares, melhorando a capacidade funcional. Caso a patologia seja cronica o tratamento pode ser longo.




Em todos os casos, o osteopata D.O, é formado para diagnosticar e orientar tudo o que esteja fora do seu alcance ...




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Alimentos Roxos e os seus benefícios...